Arujá // ​Mais de 350 pessoas participaram da 11ª Conferência de Assistência Social

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Arujá encerrou na quarta-feira (19/07) a 11ª Conferência Municipal de Assistência Social com um dia inteiro de debates, reflexões e troca de propostas sobre garantias de direitos e melhoria de serviços públicos. Um dos pontos altos do evento foi a palestra da mestra em ciências sociais Wilma Regina Enéas Justo, com o tema “Garantia de direitos no fortalecimento do Sistema Único de Assistência Social (SUAS)”. Mais de 350 pessoas participaram.

Concebida em todo o País como um mecanismo democrático de construção de políticas públicas e propositura de projetos, a Conferência arujaense serviu também para que usuários, sociedade civil e servidores fizessem uma avaliação sobre o trabalho de assistência social existente na cidade, conforme disse a secretária Maria Luzia Bortone Salles Couto.

“Agradeço que estejam aqui encarando todo este frio para pensar, dialogar e analisar a assistência social no nosso município. Quando falamos em SUAS, pensamos o que queremos na nossa cidade, particularizamos o debate. É um dia de muita alegria”, afirmou.

Neste ano, a Conferência de Assistência Social foi realizada em dois dias, sendo que a abertura ocorreu terça-feira (18), na Câmara. Nesta quarta, além de aprovarem as propostas sugeridas nas pré-conferências realizadas desde maio, o público participou de discussão em equipe e elegeu os delegados que representarão a cidade nas etapas regional e nacional da Conferência.

Palestra

Durante a palestra, Wilma fez uma apresentação geral do SUAS para nortear os debates que viriam na sequência, mas também fez apontamentos sobre mudanças na legislação trabalhista e previdenciária propostas pelo governo atual.

“O Brasil é o 10º país do mundo em renda per capta e está entre os cinco maiores em desigualdade municipal. Há dinheiro, mas ele não é repassado para quem precisa. Eventos como este são para discutirmos tudo isso, a assistência social, a saúde, a moradia, o saneamento”, afirmou.

Ela também ressaltou que o debate em torno da conferência não deve ser visto como uma forma para a criação de uma nova lei, mas sim sobre a luta para que ela funcione.

“O SUAS é uma porta reconhecida no mundo inteiro e a assistência social não é caridade, mas direito social. Se não me alimento, não consigo aprender, se não aprendo, não tenho condições de pensar, se não penso não luto pelos meus direitos. Percebem como tudo está ligado?”, afirmou a palestrante.

Propostas e delegados

Como resultado dos debates e das pré-conferências, diversas propostas foram aprovadas, entre as quais a construção do plano de carreira dos servidores da Secretaria de Assistência Social; viabilização de verba para implantação de um Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) Itinerante; e a contratação de agentes sociais.

A implantação de oficina de cursos adequados ao mercado de trabalho da região e aos interesses dos usuários por meio de parceria com outras secretarias municipais, entidades educacionais e associações, visando à empregabilidade, sem restrições de idade, além da melhoria no atendimento para crianças e idosos da área rural, são outras propostas a serem levadas à etapa regional.

A missão de representar Arujá será dos delegados Cosmo José da Silva e Gislaine Lanfred, titulares, e Joana Brito Garcia, Ivonete da Silva, Josiane Araújo Felipe e Delci Cardoso Lopes, suplentes.

Música

Outro ponto alto da 11ª Conferência Municipal foi a apresentação musical conjunta da banda do Centro de Convivência da Criança e do Adolescente do Centro e do coral do Centro de Convivência do Idoso. Sob a regência do maestro Aérlison Cardoso, o repertório de sucessos da música brasileira foi executado na abertura dos trabalhos e levantou o público que cantou junto canções como Era um garoto que como eu amava os Beatles e os Rolling Stones (Engenheiros do Hawaii), Quero que Tudo vá para o Inferno (Roberto Carlos) e Estúpido Cupido (Celly Campello).​

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