Coluna: EMPREGABILIDADE E “EXPERIÊNCIA MÍNIMA” Um fantasma que assombra empregados e empregadores

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Não é de hoje que as vagas de emprego estão cada vez mais concorridas. Todos os dias as empresas recebem centenas de currículos, seja pelo correio ou pela internet. Quanto mais estagnados e obsoletos ficarmos, mais longe ficamos de uma vaga de emprego. As empresas podem exigir condições mínimas de empregabilidade, mas têm limites com relação à exigência de “tempo mínimo de experiência”.

Empregabilidade

Todo mundo que está desempregado tem o “dever” de atualizar-se, de fazer novos cursos, procurar novas qualificações, terminar ciclos incompletos de educação formal. E nem se diga que a falta de dinheiro é obstáculo intransponível. Sempre existem inúmeros cursos gratuitos e de instituições de renome. Aqui em Arujá, por exemplo, o SENAI tem diversos cursos gratuitos voltados para a indústria. Basta se inscrever, sendo que, alguns deles, inclusive, são feitos totalmente pela internet. O SEBRAE promove diversos cursos também, gratuitos e pela internet. Se não é o suficiente para você se animar saiba que a Fundação Getúlio Vargas – FGV, uma das mais conceituadas universidades do País, sobretudo para o mercado de trabalho, também tem diversos cursos gratuitos pela internet. Só dar uma “googleada” , por exemplo, com os termos “cursos gratuitos Senai”, “cursos gratuitos FGV”. Você deve melhorar constantemente seu grau de empregabilidade, pois não hão há nada de ilegal no fato de as empresas exigirem isso. As empresas podem e devem buscar funcionários com elementos positivos de empregabilidade.

Exigência de “experiência mínima”

Ao contrário da procura por elementos de empregabilidade, que é prática totalmente legítima, a exigência de “experiência mínima” deve obedecer os limites legais. Uma mudança na Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, através da inclusão do art. 442-A por meio da Lei 11.644 de 10 de março de 2008, estabeleceu que o empregador não poderá exigir, para fins de contratação, mais de 6 meses de experiência do candidato a emprego.

Esta lei trouxe muitas controvérsias quanto à sua efetividade prática no mercado de trabalho, haja vista que de um lado, os empresários, donos do negócio e responsáveis por suportar o risco do empreendimento, se veem no direito de escolher os candidatos que apresentam as melhores qualificações para o preenchimento da vaga e por outro, os candidatos a emprego que, ainda que não possuem a experiência exigida pelas empresas, se veem no direito à oportunidade de poderem mostrar sua capacidade profissional.Segundo o Ministério do Trabalho, esta lei busca ampliar as oportunidades de emprego no que tange, principalmente, o acesso ao jovem recém-formado que ainda não possui grande experiência profissional no mercado de trabalho
#ficadica

Nos devemos cuidar dos nossos índices de empregabilidade como quem cuida de um jardim: com muito carinho e diariamente. Aliás, na vida profissional, assim como na vida afetiva, vale aquele velho ditado: dedique-se à cuidar do jardim ao invés de correr atrás das borboletas!!!!

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