Descongestionante nasal em excesso pode causar problemas cardíacos

Medicamento não pode ser utilizado por crianças, hipertensos ou pessoas que já sofreram infarto Dificuldade para respirar incomoda qualquer pessoa. O entupimento nasal pode ocorrer por gripe, aumento das conchas nasais, alergias ou em consequência...

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Medicamento não pode ser utilizado por crianças, hipertensos ou pessoas que já sofreram infarto

Dificuldade para respirar incomoda qualquer pessoa. O entupimento nasal pode ocorrer por gripe, aumento das conchas nasais, alergias ou em consequência do tempo seco. Quando isso acontece é comum as pessoas recorrerem aos medicamentos vasoconstritores, como os descongestionantes nasais. Embora traga alívio imediato, o uso contínuo e, em excesso, desse tipo de medicamento pode causar dependência e diversos problemas de saúde.

Entre os efeitos colaterais desses medicamentos estão problemas cardíacos e respiratórios, como a arritmia, aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial, angina (dor no peito), trombose, dor de cabeça e rinite química. Por conta disso, os descongestionantes nasais não são indicados para crianças, hipertensos, pessoas que já sofreram infarto ou que têm histórico de dores no peito.

Como funciona

O otorrinolaringologista Mohamad Saada, da Clínica Respirar, explica que o nariz tem a função de filtrar o ar que respiramos e deixá-lo na temperatura ideal para o pulmão. Mas, quando o tempo está seco ou há muita poluição, os vasos sanguíneos aumentam como forma de proteger o sistema respiratório, deixando a pessoa com a sensação de nariz entupido. É nesse momento que os descongestionantes nasais entram em ação.

Esse tipo de medicamento faz com que os vasos sanguíneos do nariz se contraiam, desinchando as conchas nasais e facilitando a passagem do ar no nariz. O efeito é imediato, mas temporário, ressalta o otorrino.

“O problema é que depois de um tempo o paciente tem efeito rebote, as conchas nasais aumentam repentinamente de tamanho e o nariz entope de uma maneira pior, e assim a pessoa sente a necessidade de aplicar novamente o medicamento para obter o alívio outra vez. Com o tempo a pessoa vai aumentando a dose e busca versões mais potentes do medicamento. Isso vai lesando a mucosa e piorando a função nasal, podendo até se transformar em uma rinite química, além de resultar em outros problemas de saúde”, explica.

Embora o remédio seja encontrado facilmente nas farmácias, o otorrino ressalta a importância de somente utilizar medicamentos com prescrição médica, não ultrapassando o limite de três dias de uso contínuo. E orienta que para pessoas saudáveis, sem rinite ou qualquer outra inflamação nessa região, a melhor maneira de limpar o nariz é com soro fisiológico (0,9%), três vezes ao dia. E, em caso de persistência ou incômodo nasal, procurar ajuda de um especialista.


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