Jordanópolis: comerciantes querem dar o seu melhor, mas sentem que não são notados pelos moradores

Lutando para manter as portas abertas num ano difícil como 2017, os comerciantes do polo comercial do Jordanópolis, na Rua Santo Antonio, dizem que o milagre para 2018 depende de um único fator: serem notados,...

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Lutando para manter as portas abertas num ano difícil como 2017, os comerciantes do polo comercial do Jordanópolis, na Rua Santo Antonio, dizem que o milagre para 2018 depende de um único fator: serem notados, reconhecidos e prestigiados pelos moradores do bairro, que é um dos maiores e bem organizados da cidade. Se isso não acontecer, muitos terão que fechar as portas, como aconteceu com o horti-frutis na última semana.Lutando para manter as portas abertas num ano difícil como 2017, os comerciantes do polo comercial do Jordanópolis, na Rua Santo Antonio, dizem que o milagre para 2018 depende de um único fator: serem notados, reconhecidos e prestigiados pelos moradores do bairro, que é um dos maiores e bem organizados da cidade. Se isso não acontecer, muitos terão que fechar as portas, como aconteceu com o horti-frutis na última semana.Responsável pela Toca do Sorvete, uma ampla e bem montada sorveteria, com um cardápio super diversificado para refrigerar os ânimos neste verão, Paulo  José se diz bastante  intrigado com a falta de movimento nestas semanas de temperaturas altas.

“Parece que estamos invisíveis, o povo não entra, apesar de termos planejado nosso ambiente e nossos produtos para garantir sabor e bem estar dos clientes”, disse.Solidário, o vizinho Marcelo, da Rotisserie Disevo diz que se sentiu entristecido ao ver a sorveteria vazia. “As noites têm sido quentes e bonitas, próprias para que os jovens ou que as famílias saiam de casa para tomar um sorvete com todo conforto no comércio do seu bairro. E a mesma coisa eu posso dizer do meu estabelecimento, que administro com a minha  esposa, a Cintia, e que há muitos meses não registra um movimento consistente. Estamos nos sentindo  excluídos”, afirma.A Rotisserie  trabalha com massas, molhos, pão italiano, frios, e tem a melhor lingüiça de fabricação própria da  cidade. “Estamos com preços muito bons, mais baixos que muitos comércios do Centro, mas os consumidores do Jordanópolis  saem daqui para comprar em outros lugares sem conhecer o que estamos colocando à sua disposição”, queixa-se.

Inacessíveis

Dona de um salão de beleza que prolongou seu expediente no próprio domingo de Natal à espera de servir a clientela, a cabeleireira Mariah também se diz frustrada. “Nós buscamos inovações, bons produtos, estamos aptos a proporcionar o melhor serviço, e pesquisamos os preços de outros comércios para definir um valor acessível ao nosso cliente, mas ele não toma conhecimento. Algumas pessoas ao conhecerem o nosso trabalho, se admiram de que tenha algo com esta qualidade no bairro. Queríamos que nos notassem antes que também tenhamos que fechar as  portas“, desabafa.Elisângela Pereira, que há 07 anos administra o Bazar Nova Opção, tem a mesma queixa. “Eu procuro ter na minha loja tudo aquilo que pode ser encontrado num bazar do Centro. Pesquiso valores e procuro trabalhar com um preço atraente para o consumidor. Dia desses uma pessoa entrou na loja e ficou inconformada  ao verificar que temos o mesmo produto aqui mesmo no bairro por um valor muito menor.

Significa que ela não pesquisou o seu próprio bairro antes de comprar”, comentou a lojista.Rodrigo e Priscila do Mutss Pet shop concordam com Elisângela. “Esse polo comercial é bem estruturado, um local agradável, todos aqui estamos unidos, embuídos do desejo de atender a clientela o melhor possível. As pessoas do bairro encontram facilidade, conforto, estacionamento fácil e ainda têm a vantangem de tratar diretamente com os donos. Isso significa que terão sempre um tratamento personalizado” afirma.Tatiana da loja de Moda Feminina Tati Bitati reforça a análise dos vizinhos. “ Se as pessoas valorizarem o comércio local  nós vamos crescer juntos e o bairro vai se fortalecer”, opina”.Uma coisa é certa, na Rua Santo Antonio o polo comercial está unido e desejoso de começar 2018 com inovações, tudo o que esses comerciantes  querem é um olhar diferenciado do consumidor local: “Estamos aqui, podemos fazer muito mais e melhor se o  bairro nos prestigiar. Por isso o que pedimos é que lembrem-se de nos”, conclui Marcelo.


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