População pode contribuir com o Plano Municipal de Resíduos Sólidos

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A população arujaense pode contribuir ativamente na construção do Plano Municipal de Resíduos Sólidos apresentando propostas, opiniões e fazendo relatos sobre a realidade na cidade. As colaborações podem ser feitas até 7 de abril no site www.arujapmgirs.wixsite.com/pmgirs.

A informação foi transmitida terça-feira (27/03), na Câmara de vereadores, durante oficina pública promovida pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Conselho Municipal do Meio Ambiente (Comdema) e Deméter Engenharia, para apresentação do Diagnóstico Municipal Participativo.

O documento consiste na terceira etapa da elaboração do Plano Municipal e revela o retrato detalhado e atual do sistema de gestão de resíduos sólidos na cidade. Foi construído com o levantamento das particularidades existentes por meio de informações obtidas com gestores públicos, empresas prestadoras de serviço, sociedade e visitas e análises técnicas.

“Resíduos como os da construção civil talvez sejam o maior desafio da cidade, que já tem aterro sanitário adequado enquanto a maioria dos municípios ainda manda o lixo para lixões. Este é um diferencial positivo importante de Arujá”, disse o engenheiro Lucas Meneghetti Carromeu, responsável pela apresentação do documento.

“A gestão dos resíduos sólidos não é apenas uma preocupação para o governo atual e sim para todos os próximos. Nós estamos discutindo hoje sobre a doença que vamos ter de tratar agora e no futuro. É um momento importante para o município e a participação de todos é fundamental”, afirmou a secretária municipal de Meio Ambiente, Ionara Fernandes.

Diagnóstico  
O Diagnóstico Municipal Participativo completo está disponível para consulta no site do Plano, o mesmo usado para as contribuições. Durante a audiência na Câmara, no entanto, foram apresentados aspectos positivos e negativos da realidade arujaense.

Entre os negativos estão o acúmulo de resíduos em lixeiras comunitárias em pontos pré-determinados da área rural, a não diferenciação entre pequenos e grandes geradores de lixo, a interferência na coleta convencional causada por catadores individuais informais e cadastro atualizado de estabelecimentos industriais, o que possibilitaria mais eficiência na fiscalização.

Entre os pontos positivos constantes do documento estão o atendimento de toda a área urbana e rural pela coleta regular, o atendimento de cada setor de coleta pelo menos três vezes por semana, a boa situação dos veículos de coleta e a destinação final adequada em aterros sanitários licenciados.

O relatório também apresenta o volume médio diário de resíduos sólidos gerado na cidade, de 354,54 metros cúbicos e a quantidade média coletada, de 72.936 quilos.

Fases
Após o prazo para as contribuições terá início a etapa de prognóstico, com a formulação de projeções e cenários que possibilitem o estudo da estimativa de geração futura de resíduos sólidos para um planejamento de 20 anos. A conclusão do Plano está prevista para dezembro deste ano.

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