Reflexões Diárias: Seguindo em frente

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Contrariando as previsões dos especialistas, a economia brasileira, que caiu 3,6% em 2016, não vai se recuperar ao longo deste ano, conforme índices do Produto Interno Bruto (PIB) divulgados anteontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE). O resumo simples e objetivo da situação é que continuamos a enfrentar a maior recessão da história, superando, inclusive, a retração de 1930. E mesmo diante desse quadro de desemprego, a equipe econômica do governo não descarta a possibilidade de aumentar os índices de impostospara que a meta fiscal seja atingida, segundo declarações do ministro da Fazenda, Henrique Meireles.

Sabe lá o que isso significa? Entre outras coisas, que estamos presos entre dois fantasmas medonhos, o do desemprego, e a certeza de que continuaremos a pagar impostos como gente grande, sem qualquer melhoria nas áreas de saúde, educação ou segurança. É um momento de medo, de retração nos investimentos e empreendimentos e a única certeza que temos é de que o governo pode até saber como se originou a crise (o presidente Temer disse que isso é como olhar no retrovisor do carro e ver os desmandos de Dilma na economia). Todavia, ele sabe mesmo o que fazer para o futuro? E o que faremos nós, cidadãos que vivemos do trabalho e não da especulação econômica?

Buscaremos em Deus a saída e com certeza a palavra de comando não é para nos fechar numa caverna e hibernar como os ursos até o inverno passar, mas seguir em frente, confiando que nem só de pão vive o homem, mas de toda palavra que procede do Senhor. Nossa situação hoje não é diferente da que foi vivida pelo povo de Israel, quando deixou o Egito, sob a direção de Moisés, em direção à Terra Prometida, deixando para trás quatrocentos anos de escravidão. Enquanto prosseguia celebrando sua liberdade e o novo rumo que dariam às suas vidas, foram emboscados pelo exército de faraó no estreito caminho que margeava o Mar Vermelho. Os homens de Faraó vinham furiosos já que a saída daqueles escravos e o saldo de todas as pragas deixaram o Egito curvado.

Homens, mulheres, crianças e idosos não tinham uma saída visível. Estavam entre a fúria do exército egípcio e a agitação do mar e é claro que a primeira reação foi de pânico, indignação e de explosão contra Moisés: “Será que não havia sepulturas suficientes no Egito, por que nos trouxe para morrer neste deserto?”. É claro que não somos diferentes desse povo. Estamos emboscados por muitas necessidades legítimas, estamos sem saída e não poucas vezes extravasamos a Deus nossa ira, nossa mágoa, nossa incredulidade no futuro.

Moisés, porém, afastou-se naquela ocasião e foi clamar a Deus por ajuda. Ao que o Senhor respondeu: “Por que está clamando a mim? Diga ao povo que marche!”(Êxodo 14:15). É esquisito pensar em seguir em frente quando não vemos um caminho pavimentado, que faça sentido. Para todos nós as coisas devem fazer sentido, ninguém quer pensar em molhar os pés para chegar ao seu objetivo, mas às vezes precisamos encarar com a certeza de que Deus não nos mandou olhar para trás e muito menos estagnar.

Significa que devemos marchar, seguir em frente. Observe que a ordem de seguir em frente foi dada antes que o milagre acontecesse. “Quando estiver diante do Mar Vermelho, você levantará o seu bastão na direção do mar, as águas se dividirão e os israelitas passarão em terra seca” (Êxodo 16:16). É preciso seguir, dar os muitos passos de fé que são necessários até o momento do milagre. O povo precisou marchar, não houve licença para parar, chorar desanimar, pelo contrário, foi seguindo em frente, encarando o mar e até a possibilidade de molhar os pés, que eles testemunharam o tremendo poder de Deus, que lhes criou um caminho seguro após dividir o mar.

Caro leitor e leitora, ainda que as notícias ruins da economia, da política, da nossa instabilidade social apontem para o caos que é compartilhado em escala muito maior pelos assalariados e pequenos empreendedores, devemos saber que a providência do Senhor se concretizará em nossas vidas nesse estreito pelo qual todos estamos passando. Assim como os israelitas que atravessaram o mar e depois viram o exército inimigo desaparecer nas águas, devemos prosseguir com fé, lembrando que não importa qual é a circunstância, por meio de Cristo já somos mais do que vencedores. Ore, leia o Evangelho, louve ao Senhor e siga em frente, pois coisas novas estão preparadas para nós.

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