Saúde: Dos 100 tipos de cânceres, quais afetam diretamente as mulheres?

Existem mais de 100 tipos de cânceres, que podem se desenvolver em diferentes partes do corpo humano. Alguns com características mais agressivas que os outros. Embora qualquer pessoa possa desenvolver a doença, independente da idade...

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Existem mais de 100 tipos de cânceres, que podem se desenvolver em diferentes partes do corpo humano. Alguns com características mais agressivas que os outros. Embora qualquer pessoa possa desenvolver a doença, independente da idade e raça, existem tipos mais frequentes que acometem ambos os sexos.

Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), em 2016, foram registrados 300.870 mil novos casos de cânceres em mulheres. Os  principais: mama, cólon e reto, colo de útero, pulmão e estômago – com exceção ao câncer de pele não-melanoma, que tem um alto índice de incidência devido à área de exposição (a pele é o maior órgão do corpo humano) e também porque vivemos em país tropical, com temperaturas muito altas.

O cirurgião oncológico e especialista do Centro Oncológico Mogi das Cruzes, Ricardo Motta, reforça a importância da prevenção, com alimentação saudável e a realização dos exames de rotina.

No ano passado, foram registradas 57.960 mil novas vítimas de câncer de mama no Brasil (INCA). Mulheres com idade acima de 35 anos estão mais propensas a desenvolverem a doença. Os exames mais indicados são a ultrassonografia das mamas e a mamografia, com periodicidade indicada pelo mastologista e/ou ginecologista. Em mulheres com histórico familiar, a prevenção deve começar mais cedo. “Neste período, entre um exame ginecológico e outro, é necessário fazer o autoexame das mamas. Geralmente, durante o banho. É importante a mulher conhecer o seu corpo para que, em qualquer sinal de mudança, procure um médico”, orienta o Motta.

Sobre o câncer de colorretal, o especialista explica que afeta o intestino grosso e o reto. Quando tratado precocemente, apresenta alto índice de cura.  Em 2016, foram registrados 17.620 mil novos casos da doença entre as brasileiras (INCA). “Este tipo de câncer se inicia a partir dos pólipos, que são lesões benignas que ficam instaladas na parede interna do intestino grosso e podem vir a crescer e se tornarem malignas. Quando detectados em fase inicial, são removidos, evitando o desenvolvimento de um tumor maligno”, frisa o oncologista Ricardo Motta.

Outro tipo de câncer feminino é o câncer do colo do útero, causado, principalmente, por uma infecção recorrente do Papiloma Vírus Humano (HPV). No ano passado, o índice da doença chegou a 16.340 mil novos casos entre as mulheres (INCA). Existem cerca de 150 tipos diferentes de HPV, sendo 13 tipos considerados oncogênicos, ou seja, que apresentam maior risco de se transformarem em câncer de colo do útero, vagina, vulva e até mesmo na garganta e boca. Homens podem ter câncer no pênis causado pelo vírus.

“A prevenção para este tipo de câncer é simples. Basta usar o preservativo durante as relações sexuais e realizar os exames ginecológicos de rotina. Há também vacinas contra o HPV na rede particular. Para meninas, com idade entre 9 a 14 anos, tem doses gratuitas disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS)”, diz o oncologista.

o câncer de pulmão entre as mulheres vêm crescendo anualmente. Especialistas acreditam que o motivo seja o tabagismo. Nas décadas de 70 e 80, quando as marcas de cigarro passaram a ser populares entre o público feminino, o consumo aumentou. Como a doença leva, geralmente, 20 anos para se desenvolver, os malefícios do cigarro começam a ser percebidos agora. Segundo dados do INCA, foram registrados 10.890 mil novos casos da doença no ano passado. Os fumantes passivos também estão mais propensos a desenvolverem câncer de pulmão, poismais de 4.700 substâncias tóxicas são jogadas no ar pela fumaça do cigarro. Quando em contato com fumantes em ambientes fechados, chegam a consumir o equivalente a quatro cigarros por dia. Exames por imagem são recomendados para diagnóstico precoce.

Outro tipo de câncer muito comum é o de estômago. Geralmente costuma acometer pessoas com mais de 50 anos e pode estar correlacionado com o vírus H.pilory, dieta rica em sal, condimentos e defumados, tabagismo e ingestão de bebidas alcoólicas. De acordo com o INCA, em 2016, 7.600 mil mulheres foram diagnosticadas com a doença. “A prevenção é muito simples: mantenha uma vida saudável, se alimente bem e beba bastante água”, recomenda  o especialista oncológico.  Os exames indicados para diagnóstico precoce são a ecografia, endoscopia e radiografia.


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