Saúde suspende temporariamente centralização da dispensação de medicamentos

0
6

Reunião com os vereadores na Câmara de Arujá, realizada na última sexta-feira (10/3), a Secretaria de Saúde decidiu suspender temporariamente o processo de centralização da dispensação de medicamentos receitados a usuários da rede municipal .

A medida, anunciada inicialmente por meio de ofício, implicaria na suspensão do funcionamento das farmácias nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) dos bairros Nova Arujá, Jardim Rincão, Jardim Real e Jardim Emília e seria implementada a partir de 1º de abril.

Segundo o secretário Messias Covre, a Prefeitura não tem condições financeiras de atender a exigência do Conselho Regional de Farmácia e manter um profissional em cada unidade onde haja distribuição de medicamentos. “A administração municipal está sendo reiteradamente multada devido à falta de farmacêutico nas unidades”, afirmou

Atualmente, Arujá conta com quatro farmacêuticos, mas teria necessidade de quatorze devido ao número de UBS’s e à recente redução da carga horária da categoria que passou de 40 para 30 horas/semanais. “A centralização resolveria este problema e cessaria de imediato o pagamento das multas”. A proposta ainda precisa ser negociada em reunião com o Conselho.

Rogério Gonçalves Pereira (PSD), o Rogério da Padaria, também deixou claro seu descontentamento com a Secretaria. Sugeriu que as farmácias funcionassem em dias alternados. “Poderia fazer um cronograma e não fechar definitivamente”, comentou.

O vereador Edvaldo de Oliveira Paula (PTB), o Castelo Alemão, propôs a contratação de motoboys para realizar o serviço de entrega de remédios. “A secretaria ficou de avaliar esta possibilidade para resolver o problema da população”, pontuou.

Sebastião Vieira de Lira (PSDC), o Paraíba Car, deu exemplo de outros municípios onde técnicos de farmácia realizam o atendimento e falou sobre a ideia durante a reunião. “Isso funciona em outras cidades”, garantiu. Diante da situação, o vereador afirmou que pretende protocolar uma propositura no Legislativo na qual retoma a ideia do projeto Remédio em Casa.

Para a Secretaria de Saúde, no entanto, o desafio é contratar diante de um orçamento apertado. Pressionada pela falta de especialistas e com 57% dos recursos comprometidos com pessoal, Messias Covre disse que será difícil abrir novo concurso público. “Temos de contratar ginecologistas, uma das nossas principais necessidades”.

Uma nova reunião deverá ser agendada para discutir o assunto, após o encontro entre a Prefeitura e o Conselho.

Também participaram da reunião o presidente do Legislativo, Abel Franco Larini (PR), o Abelzinho, Ana Cristina Poli (PR), a Ana Poli, Edimar do Rosário (PRB), o Edimar de Jesus, Edval Barbosa Paz (PSDB), o Profº Edval, Luiz Fernando Alves de Almeida (PSDB), o Luiz Fernando, a diretora de departamento Lívia Pereira, e a assessoria do vereador Renato Caroba (PT).

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor, comente
Coloque seu nome aqui