À frente de uma empresa de 63 anos, com filial no México e um quadro total de 420 colaboradores, Enrique Bonifácio, mais conhecido como o Enrique da Diatom, diz não ter dúvidas sobre o resultado da quarentena em meio à pandemia da Covid-19 que foi salutar enquanto a ciência avançava nos procedimentos, instalação de hospitais de campanha e na descoberta de remédios eficazes para o tratamento, mas destaca que é imperativo que o país retome suas atividades agora, ou a quebradeira será real e insuportáveis ao país. “A quarentena foi essencial, mas daqui para frente será danosa ao país. É hora de voltar, com responsabilidade e prudência, mas com toda força total”, afirma.

Ao contrário do que se imagina, a Diatom, que trabalha com fabricação de matérias primas para vários setores e oferta cerca de 70 produtos químicos, não está estagnada. “Estamos bem, pois apesar da paralisação inicial no setor de tintas, borracha e plástico, a empresa está em plena capacidade na produção de elementos para detergente. Isso nos permite manter o quadro funcional e nos dá certeza de que não teremos demissões. Mas centenas de outros empresários não podem dizer o mesmo, estão vivendo um momento crucial e não poderão segurar as demissões sem o retorno ao trabalho”, pondera.

Dos 420 colaboradores, cinco deles no Brasil e cinco no México, apresentaram suspeitas de contaminação pelo coronavírus. Ficaram isolados, mas os casos não se confirmaram. “Isso porque desde março adotamos protocolos de segurança ainda mais rígidos que os do governo, pois quando o setor de saúde dizia que máscaras não eram eficazes nós fizemos delas um acessório obrigatório na nossa empresa, aliás nem os visitantes podiam entrar sem máscaras. Observamos o distanciamento e intensificamos tanto o uso de álcool gel que passamos a fabricá-lo para atender e empresa e depois também a comunidade”, explicou Enrique Bonifácio.

Para ele, a pandemia que sacudiu o mundo não foi de todo ruim para o Brasil. “Há coisas positivas a se considerar, pois todos tivemos que nos unir mais e agora percebemos uma onda de solidariedade que vai sendo fortalecida pela necessidade comum. Eu creio que o Brasil tem tudo para superar a crise e seguir como o celeiro da humanidade, pois somos os primeiros em muitas coisas importantes, como a produção de grãos, produção de camarões de água doce, temos minérios em grande quantidade, enfim, o Brasil é um continente que não precisa ficar nas mãos de outros países se investirmos em pesquisa científica e tecnológica”.

Apoio ao governo

Enrique Bonifácio diz gostar do governo Bolsonaro. “O presidente Bolsonaro tem o que falta na maioria dos governos, é transparente. Fala sobre suas convicções e as mantém mesmo confrontado com a opinião pública. Não é uma pessoa que se intimida e segue as ondas. Além disso, ele fortaleceu o empresariado, pois tirou muitas das medidas maléficas que eram contrárias àqueles que geram empregos e que zelam por seus colaboradores. Ninguém quer sacrificar sua mão de obra, mas não se poderia prosseguir com uma porção de leis que faziam do empresário um vilão. Hoje, graças a esta reforma trabalhista as condições de empregabilidade são melhores e além disso a política econômica de Paulo Guedes é saudável ao país e contribui para o crescimento empresarial”.

“Por isso, eu entendo o presidente quando ele se preocupa com a quebradeira geral que a quarentena prolongada pode acarretar também para os pequenos empreendedores e acho que devíamos sim voltar às atividades tanto o comércio quanto a indústria e prestadores de serviço, com a responsabilidade de cumprir os protocolos de segurança. É o que os outros países estão fazendo, não significa que o vírus saiu de cena na Itália, na China, mas o trabalho foi retomado com cuidados redobrados”.

Pastor, Enrique Bonifácio acredita que Deus transmitiu seu recado à humanidade e que tem tido um cuidado especial com o Brasil. “Aqui estamos vendo o surgimento de uma nova atitude, pautada na solidariedade. As pessoas estão buscando mais a Deus e a própria igreja vai descobrindo que é preciso mais púlpito do que palco, mais joelho dobrado do que marketing. Então sim, vamos sair dessa crise muito mais fortalecidos espiritualmente”, conclui.

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