JORNAL DE ARUJÁ

 

O Deputado Federal Roberto de Lucena, acompanhado do presidente da Unipontal (União dos Municípios do Pontal do Paranapanema), prefeito Jorge Duran, e do presidente da Fenae (Federação dos Empreendedores do Brasil), Sebastião Téo, estiveram reunidos na tarde de hoje com Dra. Soraya Araújo, Dra Izabella Cabral Hassum e Raul Osório, representantes da Embrapa, em sua sede nacional em Brasília. Durante o encontro Roberto de Lucena acertou uma parceria inédita com a Embrapa e municípios do pontal do paranapanema para implementação do Sistema Integrado Para Produção De Alimentos, também conhecido como “Sisteminha”. Para o Deputado Federal Roberto de Lucena o programa em parceria com a Unipontal mudará a vida dos pequenos agricultores, proporcionando a melhoria da alimentação e renda famíliar. Esta é uma iniciativa inédita para o estado de São Paulo.

2° Conferência de Assuntos Federativos do Pontal do Paranapanema

No dia 28 de fevereiro ocorrerá uma grande conferência regional com a participação de 32 Municípios, prefetos, vereadores, Secretários Municipais, lideranças das entidades representativas do campo e da cidade de toda região do Pontal do Paranapanema para assinatura do protocolo de intenções entre a Ambrapa e a Unipontal, para a implantação do Projeto Sisteminha (Sistema Integrado de Alimentos) O evento terá a Participação de representantes da Embrapa, Ministério da Agricultura, Ministério da Cidadania e autoridades do Governo de São Paulo.

Entenda o que é o Sisteminha:

O Sisteminha Embrapa é um conjunto de soluções tecnológicas e foi desenhado para a garantia da segurança e da soberania alimentar de famílias em situação de vulnerabilidade social. As famílias em vulnerabilidade social geralmente utilizam a agricultura como subsistência. No entanto, elas são dependentes de uma estação chuvosa muito curta para o cultivo. A manutenção de um sistema integrado, em pequena escala, para produção de alimentos permite a continuidade da agricultura durante todo o ano, diminuindo essa dependência. Isto aumenta a produção de alimentos, especialmente para as comunidades do meio rural com maior dificuldade de acesso à água, para irrigação e aquelas com quintais, que moram próximas dos grandes centros urbanos.
A UFU com apoio da FAPEMIG (Patente INPI 2006, PI 0606211-3) criaram um modelo de produção para melhor aproveitamento das áreas disponíveis no entorno das residências destas pessoas. Essa tecnologia social recebeu a denominação de ‘Sisteminha Embrapa’, onde o autor testou e ampliou a sua utilidade para o combate à fome e pobreza e recebeu várias premiações nacionais e internacional (red innovagro) e faz parte do Banco de Tecnologia social da Fundação Banco do Brasil (http://tecnologiasocial.fbb.org.br/tecnologiasocial/banco-de-tecnologias-sociais/pesquisar-tecnologias/detalhar-tecnologia-59.htm). A tecnologia baseia-se na atividade de piscicultura, como motor de um sistema integrado para a produção de alimentos, e quando comparado com os métodos tradicionais de cultivo apresentam baixo consumo de água e energia elétrica.
A administração do Sisteminha requer pouca mudança nos hábitos das famílias e permite a utilização de materiais encontrados no entorno das residências para comporem as instalações. Dessa forma pode ser eliminada uma parte do custo fixo das instalações. Além disso, A criação de peixes nesse modelo tem outro benefício que é o controle da dengue e outras doenças. O desenvolvimento larval dos mosquitos transmissores de doenças ocorre na água. Os insetos fazem parte dos alimentos naturais dos peixes, que ao comerem essas larvas reduzem a população dos insetos.
Aplicar o conhecimento relativo ao processo de tratamento da água, para aproveitamento no cultivo de hortaliças, criação de peixes e minhocas em áreas urbanas ou no entorno das casas das famílias rurais, com sistemas eficientes de fácil construção e baixo custo, possibilita a geração de renda extra e melhoria na alimentação, uma vez que o cultivo pode ser conduzido em locais onde a horticultura e piscicultura convencionais seriam impraticáveis, permitindo a redução acentuada no uso da água, com controle de sua qualidade, além de minimizar os riscos advindos das adversidades climáticas.
O destaque do Sisteminha é a capacidade de utilizar a piscicultura integrada de forma cartesiana à criação de suínos, caprinos, ovelhas, galinhas de postura, frangos de corte, codornas, preás, insetos como abelhas e produção de larvas de moscas, compostagem e do uso dos húmus de minhocas e do biodigestor para produção de gás. Em alguns casos pode-se utilizar também a energia solar, para o bombeamento de água e outras finalidades. No entanto, um módulo mínimo, composto pelo tanque de peixes, criação de aves de postura (codornas e galinhas), frango de corte, compostagem, minhocultura e hortifruticultura tem sido recomendado inicialmente.
O escalonamento da produção é feito com base nas possibilidades de se suprir as exigências nutricionais preconizadas pela ONU, OMS e FAO em relação às demandas nutricionais de carboidratos, Proteína, Vitaminas e Minerais. A produção vegetal é dividida em 4 núcleos sendo o primeiro para plantas ricas em carboidratos como o milho, a abóbora, a macaxeira, o inhame, e batada doce. No segundo grupo se destaca o plantio das diversas olerícolas regionais e frutos de ciclo curto. O terceiro pertence às plantas conhecidas como chás e temperos. O quarto e último grupo de vegetais tem ênfase nas frutíferas de ciclo médio e longo. Desta forma pode-se produzir semanal, quinzenal ou mensalmente o milho verde, feijão verde, forragem hidropônica, macaxeira, batata doce e outras hortaliças além de frutíferas como o mamão, melancia e melão caipira, banana, abacaxi, limão e etc. que garantem a sustentabilidade do sistema. O Sisteminha por ser de fácil construção, apresentar baixo custo para implantação e permitir o uso de fontes alternativas de energia é considerado uma ferramenta eficaz para garantir às famílias beneficiárias, uma alimentação equilibrada durante o ano todo.

Objetivo do Sisteminha:

Disponibilizar segurança alimentar e geração de renda para famílias rurais do Estado do São Paulo. O Sisteminha permite a geração de trabalho que beneficia a todos, principalmente às mulheres dos municípios, que geralmente tem o ônus da criação isolada dos filhos. Ele tem sido adotado com facilidade pelas famílias em vulnerabilidade social por melhorar a vida destas pessoas e ter um custo de investimento relativamente baixo. A seguir, temos a relação dos 15 módulos que integram a tecnologia do Sisteminha e que podem ser dispostos de forma autônoma e que se integram, em pequenos espaços entre 100 e 1500m2 dos quintais das famílias, que vivem nas áreas urbana, periurbana e rural, transformando-os em quintais produtivos.

O modelo é utilizado em outros sete países:

O Sisteminha está mudando a vida de pequenos agricultores, com melhoria da alimentação e renda familiar, no Maranhão, Piauí, Ceará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais e Tocantins. O sistema atravessou o Oceano Atlântico e chegou ao continente africano, onde opera com su vocêcesso em Gana, Uganda, Etiópia, Camarões, Tanzânia, Angola e Mocambique.

Com informações da Embrapa

Ana Beatriz Moreira/ Redação Brasil 060

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